#’DO LADO DE LÁ’, RUMO AO SUL

Escrevo este post às 07h da manhã de 2ª feira, no alfa pendular a caminho do Porto.

Estou de regresso dos meus primeiros dias em Lisboa. Por um lado ‘feliz’ por voltar a casa, por outro com o coração apertado por deixar o Pedro.

A vida é assim, troca-nos as voltas com bastante facilidade.

Ainda “ontem” fomos viver para o “lado de lá, para sempre”, e hoje estamos a preparar o nosso futuro em Lisboa.

O P. recebeu uma proposta de trabalho muito aliciante e desafiadora e eu fui a primeira a dizer para ele aceitar.

“M. mas é em Lisboa. Ainda agora compramos casa…”

“Tudo se vai resolver, meu amor! Tenho a certeza que vamos encontrar um novo cantinho por lá!”.

O P. já está a viver em Lisboa a tempo inteiro.

Eu ainda estou a “meio gás”…

Por questões profissionais, ainda não me consegui mudar definitivamente.

Mas estou a tentar a mobilidade e, nos entretantos, vou dividindo a minha semana entre o Porto e Lisboa, com muitas viagens de comboio à mistura e com muitas saudades pelo meio.

#Dias quentes

Estes primeiros dias em Lisboa foram, literalmente, quentes!

Para além das temperaturas acima dos 40º que se fizeram sentir, foram um misto de emoções e de expectativas.

Ainda não temos casa.

O P. está a viver num hotel enquanto não encontramos um novo cantinho.

Com uma casa acabada de comprar no Porto, nesta fase, a solução passa por arrendar em Lisboa.

O P. anda a mil no trabalho, e eu vou fazendo o “trabalho de casa” desde o Porto:

Selecionar apartamentos, marcar visitas, acertar dias em que eu consiga estar em Lisboa…

As rendas estão um absurdo. E ainda assim os proprietários “desafiam-nos” a fazer propostas.

“Há quem pague, logo de início um ano todo de rendas.”

Estamos a falar de valores mensais acima dos 1000€. E não estamos a falar de nenhum casarão!

Fizemos a nossa proposta por um T1, e estamos a torcer para que dê tudo certo.

Para visitar o apartamento, vim até a Lisboa na 4ª feira ao final do dia e regressei ao Porto na 5ª feira de manhã.

Valeu por poder jantar e dormir com o P., e pela expectativa de conseguirmos ter o nosso cantinho o mais rápido possível.

Regressei a Lisboa no Sábado.

O P. ia trabalhar o fim de semana quase todo, mas eu queria estar perto dele.

Fiz, provavelmente a pior viagem de comboio de sempre.

Os termómetros lá fora marcavam 47º, mas dentro da carruagem deviam estar muito próximos dos 40º.

Insuportável. Irrespirável. Impossível.

Cheguei ao Oriente e abracei o P. que tinha o resto de sábado livre para nós.

Lanchamos na Amélia que tinha muita curiosidade em conhecer, e passeamos por Campo de Ourique a fazer horas para o jogo da Supertaça Cândido de Oliveira FC.Porto –  Desportivos das Aves.

Foi o meu primeiro “teste futebolístico” pela capital.

Como portista “doente” sei que não vou ter uma época fácil.

Para me sentir em casa pedi uma “Super Bock” (nem um “fino” posso pedir…) e vi o jogo sossegadinha num café, onde um senhor “fervoroso adepto do Desportivo das Aves” manifestava o seu “anti-portismo” sempre que os vermelhos e brancos criavam perigo. Gritou bem alto o golo do Falcão. E eu celebrei, bem baixinho, os três golos que se seguiram.

#Domingo de sol

O P. ia trabalhar o Domingo quase todo e, perante as temperaturas altíssimas que se esperavam em Lisboa, percebi que andar a passear pela cidade não era opção.

Decidi que mesmo sem carro, ia tentar fazer praia.

Sou uma mulher desenrascada, havia de conseguir chegar a um bom lugar, sem gastar uma pequena fortuna em Uber.

As praias que conheço melhor perto de Lisboa são todas na margem sul, mas desta vez, queria experimentar a margem norte.

Enviaram-me imensas sugestões pelo Instagram.

(Tenho de vos agradecer a simpatia e carinho que tenho recebido nesta fase de mudança.

Dizem que os Lisboetas não sabem receber tão bem como as pessoas do norte. Mas, até ao momento, só tenho a dizer coisas boas!

Obrigada, de coração por todo o mimo!)

Fui de metro até ao Cais do Sodré para apanhar o Comboio Urbano que passa pelas “Praias da Linha”.

O comboio, tal como seria de esperar, ia a abarrotar! De Lisboetas, de Turistas, de famílias inteiras à procura de um lugar ao sol.

Saí na Parede à procura da Praia das Avencas.

Gostei tanto do passeio, que fui caminhando até passar pela Bafureira e acabar na praia de São Pedro do Estoril.

Foi aí que passei o dia, com direito a muito sol, banhos de mar, almoço de esplanada e muita preguiça.

A viagem de comboio demora cerca de 30 min até esta zona. E quem preferir, pode seguir até Cascais.

As estações ficam relativamente perto das praias e os comboios são super pontuais.

(Pelo menos ontem, foram!)

Vou-vos deixar, a seguir, a lista de sugestões que me enviaram.

Aparentemente está muita gente numa fase de mudança para Lisboa e este tipo de dicas são sempre importantes.

Margem Norte

  • Praia de Santo Amaro de Oeiras
  • Praia de Carcavelos
  • Praia dos Gémeos
  • Praia das Avencas
  • Praia de São Pedro do Estoril
  • Praia de Cascais
  • Praia das Moitas
  • Praia do Guincho
  • Praia Grande

Como chegar

  • Pelo menos até Cascais, é simples chegar no Comboio Urbano que se apanha no Cais do Sodré.
  • A Praia do Guincho e a Praia Grande, ficam mais distantes. O melhor é mesmo apanhar o Comboio até Cascais e desde lá apanhar um Uber até cada uma delas.
  • Ou fazer a Linha de Sintra no Comboio Regional que se apanha na Estação do Rossio e em Sintra apanhar o autocarro até ás praias.

#Novas rotinas

Estou a regressar ao Porto mas já com data de regresso a Lisboa marcada.

As semanas agora dividem-se entre estas cidades, com dias de trabalho em duas sedes, com duas casas para gerir, com dois ginásios a frequentar, com um coração dividido entre o P. e o resto da minha família.

Vai dar tudo certo!

‘Quem muda, Deus ajuda!’ e eu tenho a certeza que a nossa vida em Lisboa vai ser muito feliz!

@missfit.insta

2 thoughts on “#’DO LADO DE LÁ’, RUMO AO SUL

  1. Vera says:

    Como te entendo… O ano passada também tive que vir morar para Lisboa ( Oeiras)por causa do meu namorado. Pensei que a adaptação ia ser pior mas afinal a capital não é assim tão má.
    Mas quando me perguntam se quero voltar para o Porto ( a minha querida Boavista ) não penso duas vezes.. Norte é o NORTE 😊

    • missfitteam says:

      Olá Vera.
      A nossa casa é sempre a nossa casa. E o Porto, vai ser sempre o nosso Porto.
      Mas somos umas sortudas por poder aproveitar o melhor que as duas cidades têm.
      É assim que encaro a mudança.
      Um grande beijinho,
      Mariana

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