#10%CHALLENGE

Esta semana foi a semana do #10yearschallange.

Por todo o Instagram vimos pessoas a partilhar fotografias separadas por 10 anos, a maior parte delas com melhorias significativas (o que só prova que a idade não nos faz mal nenhum), outras com diferenças menos notórias e outras que nos surpreendiam com verdadeiras conquistas.

Eu, como quase toda a gente, também fui procurar fotografias de há 10 anos, mas, estranhamente, encontrei pouquíssimas.

Não havia Instagram nessa altura, era muito pouco activa (como ainda hoje sou) no Facebook e sou péssima a fazer arquivos digitais de fotografias…
(Vou ter que melhorar esse aspecto, se não quiser que todas as memórias dos meus 20/30 anos estejam nas redes sociais…)

Descobri, no entanto, durante a minha pesquisa, fotos de 2014, 2015, 2016,…

Fotos do início do projeto da MISSFIT e da altura em que estive “melhor do que nunca”!
(Pensava eu!
O meu corpo veio mostrar-me uns anos mais tarde que não era bem assim…)

#1º sinal: Amenorreia

Como já tive oportunidade de partilhar com vocês por aqui (https://missfitteam.blog/2018/12/02/equilibrar-a-rotina/), o primeiro sinal que o meu corpo deu de que alguma coisa não estava bem, foi em 2016, com a ausência de menstruação, que esteve muito tempo encoberta com a toma da pílula.

Ignorei as causas, rapidamente identificadas pela minha ginecologista: exercício físico a mais, percentagem de gordura a menos,…, e não aceitei mudar a rotina, como se fosse algo impensável para quem procurava o “corpo perfeito”.

No final de 2017 os sintomas voltaram a surgir e passei o ano de 2018 a mentalizar-me que não estava a fazer bem a mim mesma, e que o exercício, ao contrário do que pensava não me estava a dar saúde.

Fui reduzindo o treino gradualmente. Primeiro o número de treinos, depois o volume e intensidade das corridas, até conseguir, a MUITO CUSTO, focar-me nos trenos “3 vezes por semana.”

Custou-me muito!
A cabeça a fazer-me sentir, constantemente, gorda e flácida e o sentimento de “estás uma preguiçosa” e do “quem te viu e quem te vê” persistiram durante muito tempo.
Deixar de treinar com um objetivo concreto e com intensidade máxima, foi de difícil aceitação, mas entrei em 2019 com a sensação de que, finalmente, estou a aceitar toda esta mudança, sem receios.

#10%challenge

A procura de fotografias antigas fez-me viajar pelo Instagram e confrontar-me com algumas alterações que resolvi mostrar-vos aqui.

Mais do que palavras e conselhos, acredito que as imagens têm muito impacto. Como sei que muitos de vocês vivem no mesmo dilema de “abrandar o treino na procura de saúde”, deixo-vos ficar um conjunto de fotografias de como o meu corpo evolui e alterou de 2014 até 2019, com quase mais 10% de massa gorda.

Em 2014, quando comecei o projeto da MISSFIT, tinha cerca de 12% de massa gorda e treinava quase 12 horas por semana.
Não sei que peso tinha na altura, porque nunca fui muito de me pesar. Mas tinha a barriga seca, “traçada” e desenhada, com que sempre tinha sonhado.

Em 2015 e 2016, devo ter tido mudanças graduais de % de massa gorda. Nada significativo. Continuava muito baixa e, com isso, o meu corpo seguia em “safety mode”. Suspendendo todas as funções relacionadas com o aparelho reprodutor, por uma questão de sobrevivência.

Em 2017 comecei a reduzir o número de treinos. No entanto, como foi o ano em que me comprometi a fazer uma maratona, continuei a sujeitar o meu corpo a um esforço muito elevado.

Em 2018, finalmente, aceitei que não estava bem, e resolvi mudar significativamente a minha rotina. A massa gorda aumentou, mas as formas do corpo não mudaram significativamente.
Estou, provavelmente, mais pesada 2 ou 3 kg. Escrevo “provavelmente” porque não tenho mesmo o hábito de me pesar. Controlo o meu corpo pelo espelho e pelas roupas.

Entrei em 2019 com saúde. Com um corpo a retomar, calmamente o seu funcionamento normal. O pânico de engordar, de ficar “mole”, de perder definição, foi-se perdendo.

Estou menos definida? Estou, seguramente.
Mas continuo com um corpo harmonioso, “fit”, equilibrado e, sobretudo, muito mais saudável.
Comparem por vocês mesmos.

Recebo muitas mensagens no Instagram de meninas “angustiadas” porque não conseguem parar de treinar. Culpabilizam-se por falharem com a rotina e não capazes de alterar hábitos de treino com medo das consequências físicas.

O melhor que vos posso dizer: Não tenham medo! O corpo muda ligeiramente, mas não engordamos desalmadamente como a nossa cabeça nos faz fazer querer parecer.

Tenho quase mais 10% de massa gorda, mas tenho saúde!
Ao contrário do que sempre pensei, o exercício físico intenso e frequente não é nada indicado, sobretudo a nós, mulheres.
Não vamos arranjar desculpas para não treinar, mas não vamos fazer do treino uma obsessão tão grave como outra qualquer.
Pensem sempre que é por um bem muito maior, que uma barriga sarada de Instagram!

Um grande beijinho,
Mariana – @missfit.insta (ou se calhar @miss(já não tão)fit.insta, mas muito mais feliz!)

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