#FUTURO NOVO, CASA NOVA

O título deste Post não parece fazer muito sentido, mas foi mesmo assim que tudo aconteceu…
Quando, no início do ano, descobrimos que íamos ser pais, soubemos que, a partir daí, nada seria igual.
Deixámos o destino tomar o seu rumo, sem pressas, sem precipitações, mas estávamos cientes que, se tudo corresse pelo melhor, teríamos de fazer novas mudanças na nossa vida.
(Logo agora, depois de uma viragem “radical” do Porto para Lisboa!)

De T1… a T2
A barriga foi crescendo, a gravidez foi correndo melhor ainda do que esperava e, com as primeiras compras para a Baby A., percebemos que o nosso T1, caríssimo, arrendado no Parque das Nações, não seria a solução ideal para a nossa família.

Decidimos, finalmente, em Abril deste ano, que íamos mudar de casa.
E tínhamos dois dos objectivos mais difíceis para cumprir:
1- Mudar para uma casa maior
2- Pagar menos de renda

Percebemos que ficar no Parque das Nações não seria uma opção para os nossos rendimentos.
Com a vinda da Alice, o orçamento mensal não pode ser “esganado”.
As despesas vão aumentar e só faz sentido continuarmos por Lisboa se mantivermos o nosso nível de vida.

Ainda fizemos uma pesquisa rápida de apartamentos noutras zonas dentro da cidade, mas um bebé exige um conjunto de condições que, a dois poderíamos dispensar, mas que a três passam a ser imprescindíveis: garagem, elevador, arrumos….
Encontrar um apartamento com estas condições no centro de Lisboa, sem ter de “vender um rim” é uma tarefa quase impossível.

Optámos, então, por procurar nos arredores da capital.
Excluímos, à partida, a Margem Sul, para não ficarmos reféns de duas pontes e do estado do trânsito todos os dias para vir trabalhar.
Espreitamos a zona de Oeiras que, pela proximidade à praia, era muito convidativa. Mas os preços não estavam em linha com o nosso orçamento e dificultava-nos mais a vida no acesso à A1, a nossa “porta de saída” tantas vezes por mês em direcção ao Porto.

Loures sempre nos pareceu uma opção viável.
Para quem já vivia na “Expo Norte”, junto à fronteira de Lisboa, não fica assim tão deslocado e é uma zona com bastantes apartamentos novos.
Fica a 10-15 minutos do trabalho do P. e do meu fica os mesmos 40-60 minutos (em dias bons!)…
(É o mal de se trabalhar em pleno centro da cidade…)

Descobrimos online um apartamento que correspondia aos nossos requisitos: T2 com garagem, elevador e arrumos e com uma renda mais baixa que o nosso actual T1.
Ligámos a marcar uma visita, convencidos de que íamos conseguir agendar para o fim de semana seguinte. Do outro lado, atendeu uma imobiliária que nos informou que iriam fazer um “Open House” nesse mesmo dia, para mostrar o apartamento a todos os interessados.

Mudámos os planos todos que tínhamos para essa tarde e ainda antes da hora combinada (14h30-18h30) já estávamos à porta do apartamento.
Curiosamente, não tínhamos sido os primeiros a chegar…
Percebemos mesmo a loucura que se vive no ramo imobiliário em Lisboa.
São “7 cães a um osso” e restáva-nos apenas aguardar pela nossa vez.

Ficamos agradados com a visita.
O apartamento estava numa zona sossegada, não muito longe de serviços e comércio, tinha umas áreas agradáveis e muita luz.

Perguntámos ao responsável pela imobiliária o que tínhamos de fazer para formalizar a nossa intenção de arrendamento. Para além de uma série de papéis e de uma tonelada de informação relativa aos nossos rendimentos e situação financeira, informou-nos de que deveríamos apresentar uma proposta final para análise da proprietária, com o valor e condições do arrendamento.

Descobri, com a minha vinda para Lisboa, um outro significado para a palavra “negociar”. Até aqui, quando me falavam em negociar um valor, associava sempre a uma negociação em baixa, ou seja, o vendedor pedia acima do que pretendia, para o interessado poder ajustar o valor.
Em Lisboa a negociação é sempre a favor do “vendedor”.
Somos pressionados a apresentar, sem muito tempo para ponderar, um valor mensal para a renda, os meses que adiantamos na celebração do contrato, e os valores da caução…

Desta vez não nos quisemos precipitar.
No arrendamento do T1, talvez devido à pressa em encontrar um cantinho em Lisboa, fomos demasiado generosos na oferta. Desta vez, teria de ser uma proposta muito consciente, e assim foi. Há nossa medida, de acordo com as nossas possibilidades, com os valores que nos pareceram “justos”.

Não estávamos com grandes expectativas…
Do movimento de pessoas que vimos no dia do “Open House”, devia haver muitos interessados e a probabilidade da nossa proposta ser escolhida era baixa.

Durante, mais ou menos, duas semanas não tivemos qualquer feedback.
Estávamos em viagem Porto-Lisboa, depois da Ecografia do 2ª Trimestre da nossa bebé, quando recebemos um SMS com a novidade: A proprietária tinha aceite a nossa proposta! 🙂

Onde procurar?
Tentando responder às várias questões que me enviaram no IG.
A procura do apartamento foi feita por nós, online, nos sites IMOVIRTUAL e IDEALISTA.

https://www.imovirtual.com
https://www.idealista.pt

Para não nos perdermos muito na pesquisa, convém que já tenhamos definido, pelo menos, estes três critérios:

  • Tipologia mínima
  • Localização
  • Preço limite para a renda mensal

A maior parte dos anúncios que aparecem nestes sites estão associados a imobiliárias, pelo que a probabilidade de acabarem a negociar com uma é grande.
Se só quiserem mesmo entrar em contacto diretamente com os proprietários, sugiro que pesquisem no OLX, onde, de vez em quando, também aparecem algumas oportunidades relacionadas com imóveis.

Comprar ou arrendar?
Quem me acompanha há mais tempo no IG, provavelmente sabe que comprei, no final de 2017, um apartamento no Porto (V.N.Gaia para ser mais rigorosa!)

https://missfitteam.blog/2018/11/18/meu-cantinho/

Preparei a casa ao nosso gosto, à nossa medida, já a pensar na possibilidade da família crescer e longe de imaginar que o destino nos levaria para Lisboa.
Mas a vida troca-nos as voltas.
E como não sabemos o dia de amanhã, resolvemos manter a casa do Porto enquanto for economicamente possível.
O preço que encontramos, nessa altura, não se compara aos preços actuais. A prestação do crédito à habitação é aceitável e preferimos fazer o esforço de sustentar duas casas, para já, em troca de termos o nosso cantinho sempre vamos a casa no fim de semana e permitir à Alice crescer também na sua casa do Porto.

Neste momento, a compra de casa em Lisboa parece-me muito complicada.
Apesar de saber que em nenhum crédito à habitação pagaria um valor mensal tão elevado como as rendas que se praticam, também sei que iria comprar um imóvel a um preço inflacionadíssimo!
Em 2017 comprei um T3 com óptimas áreas a um preço muito inferior aos T1 mínimos que se encontram por Lisboa.
(T1 a 300k€? Onde é que isto já se viu?)
Sem dúvida que ficaria mais “aliviada” nas contas ao final do mês, mas se o destino me quiser levar de volta ao Porto, iria perder muito dinheiro a vender o apartamento nessa altura…

O que tivemos de abdicar?
Estávamos a viver num T1 muito nem localizado no Parque das Nações, com pátio privado e porteiro 24h…
Economicamente, era impossível para nós trocar para um T2 na mesma zona. Os preços são altíssimos e nós queríamos, inclusivamente, tentar baixar o valor da renda que estávamos a pagar no T1, para ter mas folga para todas as despesas da bebé.
Abdicámos da localização, abdicámos de um condomínio fechado, abdicámos de ter o rio a 5 minutos a pé de distância…

Conseguimos manter um apartamento num prédio recente, com acabamentos actuais, sempre precisar de obras, não muito distante do local de trabalho do P. e com a garagem e arrumos que tanto queríamos.

(Não gosto muito de falar em valores, mas posso-vos dizer que nesta mudança, vamos poupar mais de 400€ por mês.
É muito dinheiro!)

Condições de arrendamento?
Atualmente, antes de fecharmos um contrato de arrendamento, pedem-nos “mundos e fundos” de seguranças e garantias: Fiadores, entrada inicial, cauções, contratos com duração mínima…

Tínhamos tido a nossa experiência quando nos mudamos para Lisboa e, desta vez, estávamos mais à vontade para negociar.
Na nossa proposta, não aumentamos muito o valor que a proprietária estava a pedir para a renda. (Ao valor indicado oferecemos mais 5€ mensais.)
Negociamos a entrega de 3 rendas de entrada + 1 renda de caução e fizemos um contrato com a duração mínima de 1 ano.
É um pequeno investimento, é!
Mas permitiu-nos ter alguma folga orçamental nos 1ºs meses, para a mobília da casa…

Como mudar de casa no último trimestre da gravidez?
Também recebi muitas perguntas sobre este tema. Mas vou preparar um Post mais específico sobre este assunto:

  • As limpezas;
  • A logística das mudanças;
  • A escolha das mobílias;

Vamos mudar-nos no final do mês, a tempo da Alice nascer.
Temos, mais ou menos, um mês para nos habituarmos à nova casa e às novas rotinas.

Se tiverem dicas sobre Loures são todas muito bem vindas!

  • Sítios giros para passear;
  • Zonas para treinar ao ar livre;
  • Ginásios
  • Melhores lugares para comer;
  • Onde tomar um bom pequeno almoço;

Conto com as vossas sugestões!
Um grande beijinho,
Mariana – @missfit.insta

T1 em Lisboa: https://missfitteam.blog/2019/02/10/nosso-cantinho-lisboa/

One thought on “#FUTURO NOVO, CASA NOVA

  1. Estou ansiosa pelo post da decoração da nova casa. Vai ser engraçado ver uma casa igual à minha mas com outra decoração. Vai ser bom para tirar novas ideias.
    Descobri também que moramos frente a frente. As janelas dos meus quartos dão para as janelas dos vossos. No outro dia vi-te enquanto montavam o quarto da Alice.
    Mais uma vez, sejam muito bem vindos.
    E espero que a nova casa vos traga muita felicidade.
    Um grande grande beijinho,
    Rita

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